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Conversas de chuveiro com Nelly De Blanck, idealizadora da Nordic Kombucha e futura astróloga (entre outras coisas)

Rio de Janeiro, julho de 2019.

Conhecemos a Nelly no ano de abertura do Colab, um dos cafés mais legais do Rio, em Botafogo. Dinamarquesa, ela ficou seus pés aqui há 10 anos, fez da cidade seu lar oficial e hoje nos conta sobre seus vários processos de mudança.

DA DINAMARCA PRO BRASIL

"Minha primeira vez no Brasil foi em 2009. Vim de férias com uma amiga e me apaixonei pelo Rio. Voltei mais duas vezes pra cá antes de conhecer o Breno, meu primeiro namorado brasileiro. Nos apaixonamos, vendi tudo que eu tinha na Europa e vim pro Brasil de novo. Depois nos separamos, mas acabei ficando por aqui. Nesse meio tempo, conheci minha amiga sueca Pauline e juntas começamos a Nordic Kombucha. Em paralelo conheci um casal de australianos que estava morando um tempo no Brasil e precisavam de alguém pra cuidar do bebê deles, o Harry. Me formei em pedagogia na Dinamarca e sempre amei trabalhar com crianças. Então cuidei do Harry durante dois anos e era ótimo. E foi nessa época também que conheci o Rodrigo [hoje marido de Nelly e fundador do Colab]. 

Minha vida hoje é Nordic Kombucha e meu trabalho na Santuário. Sou gerente geral na loja, faço escalas, pedidos, pagamentos. Ajudo a Dylan [fundadora da marca] com tudo. Sou de Capricórnio, então funciona bem. A Dylan é criativa, tem muitas ideias, e eu sou a organizada. Estamos também com outros projetos juntas, queremos abrir um café novo em Botafogo. 

No começo minha vida no Brasil era difícil. Eu tinha que ficar indo e voltando da Dinamarca a cada seis meses por conta da falta de visto. E depois acabei ficando um grande tempo ilegal no país, quase dois anos. Se tornou mais complicado quando descobri que tinha câncer no colo do útero e não podia ser tratada pelo SUS. Mas no fim das contas deu tudo certo. Eu e Rodrigo casamos, tirei meu visto e fui operada aqui. Operei duas vezes para tirar o câncer e uma terceira vez ano passado por conta de uma endometriose. Estou bem, mas sigo precisando me cuidar muito sempre.

ALIMENTAÇÃO E ASTROLOGIA

Assim que descobri o câncer entrei em pânico. Achava que já comia bem, mas cortei quase tudo da dieta por causa da minha condição. Fiquei paranóica. Depois é que consegui chegar num certo equilíbrio. É complicado porque se você entra no site no INCA, a dieta que eles passam é um pouco nada a ver. Mas eu li várias coisas, pesquisei na internet, minhas amigas mandaram dicas, vi documentários e de certa forma sempre tive uma noção do que me fazia bem e do que não fazia. Glúten, lactose, cafeína e açúcar não me fazem bem. Legumes, verduras, frutas, raízes e ervas anti-inflamatórias como cúrcuma e gengibre me fazem muito bem.

Na cozinha eu sempre tenho e uso óleo de coco orgânico sem cheiro como o Organic Coconut Oild da Green Choice ou o Óleo de Côco sem sabor da Copra. Também adoro o Azeite Extra-virgem Orgânico da O-live e uso sal rosa que compro a granel na Casas Pedro. A maioria dos produtos que uso na cozinha são orgânicos. Meu café da manhã costuma ser em casa, faço uma salada de frutas ou mingau e quando preciso sair correndo passo no Cultivar Cafétomo um suco e como um pão de queijo. Meu almoço em geral é na Colab ou quando estou na Santuário peço entrega do Naturalie Bistrô que é uma delícia.

Na Colab eu uso o espaço pra fazer kombucha e granola. Como minha produção está aumentando e tenho participado de muitas edições da Junta Local, me divido entre os dois lugares. E agora quero retomar meu curso de astrologia Urantiam em Ipanema com a Anna Maria Costa Ribeiro. Além de tudo isso, quero ser astróloga! [risos]. Adoro astrologia. Por ser de Capricórnio me estresso muito às vezes. Penso muito, fica difícil dormir. Ao mesmo tempo sou bastante realista e acho que positiva também, então não me deixo abater pelas coisas que acontecem. Acho que tenho pensamentos saudáveis e isso me ajuda.

EXERCÍCIOS, CLIMA BRASILEIRO E HYGGE

Faço natação na piscina da casa onde moro duas vezes por semana. Menos quando chove, aí não faço. Depois das minhas cirurgias passei a não poder fazer atividades mais pesadas. Praticava muito pilates aqui em casa, mas hoje minha perna é menos flexível. Por outro lado, ando muito, subo e desço escadas em prédios, e tento fazer o máximo de coisas a pé. Minha dica pra quem, assim como eu, fica com a cabeça ligada e tem dificuldade com o sono é: faz bastante exercício pra seu corpo (e não só a mente) estar suficientemente cansado no fim do dia. 

Amo o conceito de Hygge. É uma palavra que não pode ser traduzida, igual saudade. Fala de um sentimento gostoso, de criar um ambiente gostoso. Na Dinamarca é: está um friozinho, vamos tomar um café, ficar em casa e cozinhar um jantar com amigos. No Brasil pode ser adaptado pra tipo, um churrasco na varanda da casa da minha sogra [risos]. Brincadeira. Eu gosto do clima do Brasil, mas às vezes é muito quente e úmido. Assim que cheguei aqui passei a praticamente morar na praia. Hoje fico mais longe do sol. Adoro ficar na paz e aproveitar minha casa. Moramos em Santa Teresa, em um lugar com muito verde, tucanos, micos, pés de mamão. Isso não existe no meu país, por isso gosto de aproveitar. 

Tenho tatuagens em homenagem ao Brasil, a maioria no meu braço que chamo de braço tropical: tem um abacaxi, uma palmeira, uma costela de adão e um cacto, que se chama Pablito, que foi a planta que eu dei pro Rodrigo quando a gente começou a namorar. Não trocamos aliança, mas resolvemos os dois tatuar o Pablito nos nossos braços. 

CORPO, ROSTO E CABELOS

Crio minha própria rotina de cuidados. No corpo amo passar o Organic Coconut Oil da Green Choice, mesmo óleo de côco dinamarquês que uso para cozinhar. Na verdade, uso pra tudo: hidratar, tratar queimaduras de sol.  Desodorante, gosto do Neutral que vende da Dinamarca, e também adoro o Desodorante Natural da Olea. Recebi os produtos da Shower Plant no lançamento e amei de verdade! O Esfoliante Salgado me deixou com pele de bebê. A Loção Hidratante Leve é realmente bem leve (do jeito que gosto), tem um cheirinho clean e não fica oleosa depois de usar, a roupa não gruda. 

Gosto de lavar o rosto com os sabonetes da Terral ou Olea. Amo a Barra Facial de Cenoura deles! E depois passo água de rosas. Na Dinamarca usava muito a da Unteggarden e no Brasil uso muito o Tônico Facial Rosas da Chá Dao. Não passo muita coisa no rosto durante o dia porque costumo suar muito. À noite é que gosto de passar óleos como os mesmo de côco que uso para o corpo ou os da Herbalística. Uma vez por semana gosto de fazer a máscara de argila da marca.

Como sou muito branca, preciso me proteger muito do sol. Tomo banho de filtro solar dos pés à cabeça quando sei que vou ficar muito exposta. O que mais uso é o Anthelios XL Protect da La Roche Posay porque não tem cheiro e nem parabenos. Tento usar muito chapéu também pra proteger minha pele do rosto ao máximo.

Gosto de lavar os cabelos com shampoos sem parabenos e corantes como o da Neutral. Mas não gosto tanto dos 100% naturais, porque sinto que não lava tão bem. Depois gosto de passar o Óleo de Argan da UNeVie só nas pontinhas. 

MENSTRUAÇÃO, REMÉDIOS E LIMPEZA DA CASA

Uso copo menstrual da Mooncup há cinco anos e não trocaria por nada porque é melhor para o meio ambiente e mais saudável pra mulher, eu acho. No primeiro dia da menstruação, costumo tomar uma Dipirona porque tenho muita dor, mas de forma geral não tomo muitos remédios. Se estou gripada, procuro ter paciência. Me cuido, durmo, tomo bastante água e uso ervas naturais pra ajudar, como cúrcuma, gengibre e limão. Se preciso muito mesmo tomar algum medicamento, sempre pesquiso sobre os efeitos colaterais antes. Acredito que muitos remédios são formulados para que você precise sempre mais deles. Por exemplo, tive asma a infância toda, e depois que parei de tomar muitos remédios, não tive mais a asma. Claro que tem outros aspectos envolvidos, e existem medicamentos que salvam vida, as vacinas também. Mas eu tento seguir um caminho mais natural. 

Em casa eu faço nosso próprio detergente e lava-roupas, usando sabão de côco como base. Para lavar a casa uso também muito vinagre, que ajuda no problema de umidade que temos, já que moro literalmente no meio de uma floresta. Quando não uso os produtos feitos por mim, gosto de comprar os mais naturais que vendem na La Fruteria, como os da linha Biowash."

—Nelly De Blanck para Shower Talks

Edição: Manuela Borges | Fotos: Kenny Hsu


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